Vais no autocarro, sentada a
brincar com o colar que tens ao pescoço, pegas nele e encostas-o ao peito e
sabes que bem lá no fundo, há um coraçãozinho a derreter. o teu coração derrete,
derrete, quase que dói. no entanto, tu gostas, porque está a derreter macio e
doce. depois olhas numa direcção qualquer, fixando um ponto e pensas para ti
''por onde será que ele andou hoje ? com quem será que teve ? Terá feito alguma
asneira ?'' e suspiras. continuas a tua
vidinha, contudo, o teu pensamento permanece no mesmo lugar, no fundo, na mesma
pessoa, aquela que mesmo longe, mesmo sem saber, te continua a fazer pensar e
suspirar (...)
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